domingo, 4 de abril de 2010

recado;

de ti
sinto mais falta do amigo
que do amante
(aquele que irrompia
tarde adentro noite afora
com um verso mil histórias
e a dose certa de malícia)

sobretudo em certas manhãs
lavadas de azul como essa
onde o silêncio
parece repetir-me o teu nome
aos berros
como se fora eu além de só
completamente surda


(márcia maia)

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